Encontrei isto enquanto cuscava mais umas fotos.
E acertou naquele músculo... o das quatro câmaras e sistema nervoso intrincado.
"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada."
Miguel Torga, Súplica
20 anos que ficam
Há 10 meses
1 comentário:
Matar a sede com água salgada não parece nada inteligente!
Sábias palavras do Sr. Miguel! :P
Muito bonito o poema! E toca... fundo!
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